Rubem Alves
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Paisagens de Paixão
"A paixão é emoção gratuita. Não há
causas que a expliquem. Mas, quando acontece, ela age como uma artista: da
paixão surgem cenas de beleza. Os amantes se imaginam andando de mãos dadas por
campos floridos; abraçados numa rede; silenciosos, diante do fogo da lareira;
contemplando o rosto de um nenezinho adormecido... Paisagens de paixão”
Sarau
Amor é isto:
A dialética entre a alegria do encontro e a dor da separação.
De alguma forma a gota de chuva aparecerá de novo, o vento permitirá que velejemos de novo, mar afora.
Morte e ressurreição.
Na dialética do amor, a própria dialética do divino.
Quem não pode suportar a dor da separação, não está preparado para o amor.
Porque o amor é algo que não se tem nunca. É evento de graça.
Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera.
E quando ele volta,a alegria volta com ele.
E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do reencontro.
Rubem Alves
A dialética entre a alegria do encontro e a dor da separação.
De alguma forma a gota de chuva aparecerá de novo, o vento permitirá que velejemos de novo, mar afora.
Morte e ressurreição.
Na dialética do amor, a própria dialética do divino.
Quem não pode suportar a dor da separação, não está preparado para o amor.
Porque o amor é algo que não se tem nunca. É evento de graça.
Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera.
E quando ele volta,a alegria volta com ele.
E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do reencontro.
Rubem Alves
Sarau
Recado aos Amigos Distantes
Meus companheiros amados,
não vos espero nem chamo:
porque vou para outros lados.
Mas é certo que vos amo.
Nem sempre os que estão mais perto
fazem melhor companhia.
Mesmo com sol encoberto,
todos sabem quando é dia.
Pelo vosso campo imenso,
vou cortando meus atalhos.
Por vosso amor é que penso
e me dou tantos trabalhos.
Não condeneis, por enquanto,
minha rebelde maneira.
Para libertar-me tanto,
fico vossa prisioneira.
Por mais que longe pareça,
ides na minha lembrança,
ides na minha cabeça,
valeis a minha Esperança.
Cecília Meireles, in 'Poemas (1951)'
não vos espero nem chamo:
porque vou para outros lados.
Mas é certo que vos amo.
Nem sempre os que estão mais perto
fazem melhor companhia.
Mesmo com sol encoberto,
todos sabem quando é dia.
Pelo vosso campo imenso,
vou cortando meus atalhos.
Por vosso amor é que penso
e me dou tantos trabalhos.
Não condeneis, por enquanto,
minha rebelde maneira.
Para libertar-me tanto,
fico vossa prisioneira.
Por mais que longe pareça,
ides na minha lembrança,
ides na minha cabeça,
valeis a minha Esperança.
Cecília Meireles, in 'Poemas (1951)'
domingo, 29 de novembro de 2015
Saudade
Saudade É Um Buraco Dolorido Na Alma.
A Presença De Uma Ausência.
A Gente Sabe Que Alguma Coisa Está Faltando.
Um Pedaço Nos Foi Arrancado.
Tudo Fica Ruim.
A Saudade Fica Uma Aura Que Nos Rodeia.
Por Onde Quer Que A Gente Vá, Ela Vai Também.
Tudo Nos Faz Lembrar A Pessoa Querida.
Tudo Que É Bonito Fica Triste, Pois O Bonito Sem A Pessoa Amada É Sempre Triste.
Aí, Então, A Gente Aprende O Que Significa Amar:
Esse Desejo Pelo Reencontro Que Trará A Alegria De Volta.
A Saudade Se Parece Muito Com A Fome.
A Fome Também É Um Vazio.
O Corpo Sabe Que Alguma Coisa Está Faltando.
A Fome É A Saudade Do Corpo.
A Saudade É A Fome Da Alma.
Rubem Alves - Sarau
Saudade É Um Buraco Dolorido Na Alma.
A Presença De Uma Ausência.
A Gente Sabe Que Alguma Coisa Está Faltando.
Um Pedaço Nos Foi Arrancado.
Tudo Fica Ruim.
A Saudade Fica Uma Aura Que Nos Rodeia.
Por Onde Quer Que A Gente Vá, Ela Vai Também.
Tudo Nos Faz Lembrar A Pessoa Querida.
Tudo Que É Bonito Fica Triste, Pois O Bonito Sem A Pessoa Amada É Sempre Triste.
Aí, Então, A Gente Aprende O Que Significa Amar:
Esse Desejo Pelo Reencontro Que Trará A Alegria De Volta.
A Saudade Se Parece Muito Com A Fome.
A Fome Também É Um Vazio.
O Corpo Sabe Que Alguma Coisa Está Faltando.
A Fome É A Saudade Do Corpo.
A Saudade É A Fome Da Alma.
Rubem Alves - Sarau
Cristianismo
Cristianismo É Uma Religião Abraâmica Monoteísta Centrada Na Vida E Nos Ensinamentos De Jesus de Nazaré, Tais Como São Apresentados No Novo Testamento. A Fé Cristã Acredita Essencialmente Em Jesus Como O Cristo, Filho de Deus, Salvador E Senhor. A Religião Cristã Tem Três Vertentes Principais: O Catolicismo Romano (subordinado ao bispo romano), A Ortodoxia Oriental (se dividiu de Roma em 1054 após o Grande Cisma) E O Protestantismo (que surgiu durante a Reforma do século XVI). O Protestantismo É Dividido Em Grupos Menores Chamados De Denominações. Os Cristãos Acreditam Que Jesus Cristo É O Filho De Deus Que Se Tornou Homem É O Salvador Da Humanidade, Morrendo Pelos Pecados Do Mundo. Geralmente, Os Cristãos Se Referem A Jesus Como O Cristo Ou O Messias.
Cristianismo É Uma Religião Abraâmica Monoteísta Centrada Na Vida E Nos Ensinamentos De Jesus de Nazaré, Tais Como São Apresentados No Novo Testamento. A Fé Cristã Acredita Essencialmente Em Jesus Como O Cristo, Filho de Deus, Salvador E Senhor. A Religião Cristã Tem Três Vertentes Principais: O Catolicismo Romano (subordinado ao bispo romano), A Ortodoxia Oriental (se dividiu de Roma em 1054 após o Grande Cisma) E O Protestantismo (que surgiu durante a Reforma do século XVI). O Protestantismo É Dividido Em Grupos Menores Chamados De Denominações. Os Cristãos Acreditam Que Jesus Cristo É O Filho De Deus Que Se Tornou Homem É O Salvador Da Humanidade, Morrendo Pelos Pecados Do Mundo. Geralmente, Os Cristãos Se Referem A Jesus Como O Cristo Ou O Messias.
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
O amor
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Alice Souza
Bruno José
Gabriela Forte
Jadson Lopes
Lais Campos
Natalia Guilger
Sophie Snisgalli
Vitor Henrique
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Alice Souza
Bruno José
Gabriela Forte
Jadson Lopes
Lais Campos
Natalia Guilger
Sophie Snisgalli
Vitor Henrique
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
O lobo e o cordeiro (Aline)
Estava o cordeiro a beber num córrego, quando apareceu um lobo esfaimado, de horrendo aspecto.
- Que desaforo é esse de turvar a água que venho beber? – disse o monstro arreganhando os dentes. – Espere, que vou castigar tamanha má-criação!…
O cordeirinho, trêmulo de medo, respondeu com inocência:
– Como posso turvar a água que o senhor vai beber se ela corre do senhor para mim?
Era verdade aquilo e o lobo atrapalhou-se com a resposta. Mas não deu o rabo a torcer.
– Além disso – inventou ele – sei que você andou falando mal de mim o ano passado.
– Como poderia falar mal do senhor o ano passado, se nasci este ano?
Novamente confundido pela voz da inocência, o lobo insistiu:
– Se não foi você, foi seu irmão mais velho, o que dá no mesmo.
– Como poderia ser meu irmão mais velho, se sou filho único?
O lobo, furioso, vendo que com razões claras não vencia o pobrezinho, veio com uma razão de lobo faminto:
– Pois se não foi seu irmão, foi seu pai ou seu avô!
E – nhoque! – sangrou-o no pescoço.
Circulo Vicio
Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
- Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
que arde no eterno azul, como uma eterna vela !
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
- Pudesse eu copiar o transparente lume,
que, da grega coluna á gótica janela,
contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela !
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:
- Misera ! tivesse eu aquela enorme, aquela
claridade imortal, que toda a luz resume !
Mas o sol, inclinando a rutila capela:
- Pesa-me esta brilhante aureola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Porque não nasci eu um simples vaga-lume?
-Rayane, Magnolia, Dayane.
- Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
que arde no eterno azul, como uma eterna vela !
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
- Pudesse eu copiar o transparente lume,
que, da grega coluna á gótica janela,
contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela !
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:
- Misera ! tivesse eu aquela enorme, aquela
claridade imortal, que toda a luz resume !
Mas o sol, inclinando a rutila capela:
- Pesa-me esta brilhante aureola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Porque não nasci eu um simples vaga-lume?
-Rayane, Magnolia, Dayane.
sábado, 14 de novembro de 2015
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Queimadas
Alice Souza - 2
Gabriela Forte - 12
Lais Campos - 22
Natalia Gilguer - 29
Sophie Snisgalli - 42
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